09 março 2008

Pavilhão para Feira Internacional de Vinhos - Projecto V

Memória Descritiva

Para qualquer exposição/feira, é necessário haver diversos percursos para que seja o próprio visitante a definir a sua visita. No entanto estes percursos têm que possuir um sentido, um objectivo.
Deste modo a minha ideia para este projecto foi ter entradas para a feira por todos os lados, havendo muitos espaços para percurso. Os volumes encontram-se todos dispersos e com diferentes rotações, para que seja dada a noção de aleatoriedade, dando assim mais ênfase à liberdade que o visitante possui, em definir a sua visita. A organização e a definição dos volumes foi também obtida para fazer uma alusão a um cacho de uvas, onde as uvas seriam os volumes dos stands e o cacho propriamente dito seria o percurso/movimento dos visitantes.
Para criar uma hierarquia, como também vem implícito no programa, decidi dar diferentes tamanhos aos volumes, assim como pés-direitos, sendo todos os volumes uns cubos.
O desenho e organização interior dos volumes baseou-se também nos percursos dos visitantes, ou seja, quis que estes entrassem por um lado e saíssem por outro, para não “quebrar” o percurso e para que não houvesse um grande ajuntamento de visitantes, havendo assim uma circulação fluida. A entrada nos volumes é feita por portas de diferentes alturas, consoante o volume, sendo estas como que um elemento simbólico, um elemento de transição entre dois espaços. Para que cada stand “chamasse” os visitantes para o seu interior, estes possuem dois alçados totalmente em vidro, onde no interior estão colocados expositores.
A área de estar/esplanada do pavilhão situa-se no centro geométrico da implantação. Este espaço caracteriza-se por um afunilamento do centro para fora da implantação, havendo assim um abraçar por parte dos volumes em relação ao visitante que se encontra na esplanada. Este espaço é ainda enriquecido por uma exposição de garrafas de vinho armazenadas no pavimento da esplanada.
Todo o pavilhão encontra-se sobre uma plataforma, constituída por módulos de 2x2m que são encaixados e aparafusados. Estas caixas com estrutura em perfis de aço, são fechadas por painéis de acrílico. Esta opção deveu-se ao facto de este material ser de fácil limpeza, de ter a possibilidade de colocar iluminação nestas caixas e de a exposição de garrafas necessitar de uma protecção transparente, para que estas fossem visíveis.
Ainda quanto aos materiais, utilizei para revestir os volumes o alumínio para que houvesse constantemente reflexos de luz e para dar a sensação de “volumes em bruto”, fazendo de certa maneira, uma alusão à pureza e ao valor do vinho do Porto.














Planta















3D














3D














3D















3D














3D

08 fevereiro 2008

Núcleo de Exposições_Virtudes - Projecto IV

Memória Descritiva

Sendo o Horto das Virtudes um local bastante acidentado, o nosso terreno situa-se numa espécie de vale com uma boa paisagem sobre o rio Douro, mas por outro lado está situad
o numa “esquina” com um muro de suporte enorme em frente.
Na minha percepção sobre o local, penso que se trata de uma zona de transição entre uma mais antiga, zona histórica, e outra relativamente recente. Desta maneira e assim c
omo por se tratar de uma esquina pretendo criar uma espécie de dobradiça “separando” dois volumes que metaforicamente constituem estas duas distintas zonas que acima referi.
Para se notar maior separação entre os volumes, resolvi que fossem de diferentes cérceas, sendo a cobertura de um
inclinada, assim como ainda resolvi criar uma quase separação física através de um corte em todo o Núcleo de Exposições apenas ligado por vidro.
O elem
ento dobradiça é evidenciado através do volume da livraria que se encontra no limite da rua separado do resto do volume apenas ligado por uma pala, que por sua vez marca a entrada para o Núcleo de Exposições assim como a árvore que a “trespassa”, mantendo também uma espécie de memória do antigo espaço. Para que a entrada fosse desafogada e vísivel, resolvi não construir até ao limite da rua, criando um largo de recepção aos visitantes.
Havendo um jardim publico, que por sua vez
muito agradável, nas traseiras do terreno foi de minha intenção criar uma continuidade, uma ligação entre este e a rua, pois penso que é esse o motivo principal pela sua não utilização actual. Assim num dos cantos do terreno deixei o piso térreo liberto, sendo o comprimento dessa abertura alinhada com o início de edificações do outro lado da rua. Para seguir a cércea do edifício contíguo, a altura deste é a altura desta abertura.
Neste
“rasgo térreo” aproveitei para que servisse de acesso ao café e por sua vez um possível acesso secundário ao Núcleo de Exposições. Assim no piso térreo encontra-se a recepção, o auditório, o café e as instalações sanitárias. O auditório vai descendo até à cota do jardim público pois foi da minha intenção criar uma abertura para o exterior para que a vegetação, a paisagem fosse como um cenário, um pano de fundo, para que as actuações neste. Esta abertura ainda pode servir de cargas e descargas para o auditório.
No 1º piso encontra-se a área de exposição, e o armazém. A área de exposição é iluminada através de rasgos nas lajes e apenas alguns rasgos na parede virada para a rua. Estes rasgos acontecem para marcar um ritmo na fachada, sendo o espaçamento entre eles encurtado quanto
mais me aproximo do acesso secundário, de quem vem do hospital Santo António.














Planta de Implantação
















Planta Piso Térreo















Planta 1º Piso
















Cortes
















Cortes
















3D
















3D

















3D



















3D



















3D



















3D















3D



















3D



















3D



















3D



















3D



















3D

Centro de Congressos_Campo Alegre - Projecto IV

Memória Descritiva

Sendo o objectivo criar um Centro Universitário, decidi conceber um volume que simboliza-se, de algum modo, a vida académica diária de um universitário, ou seja, os livros.
Foi um amontoado de livros que me surgiu formar, sendo cada piso um livro e que por sua vez, cada livro uma faculdade existente na zona, ou seja três (FLUP, FCUP e FAUP)
Para integrar o Centro Universitário com a envolvente, os volumes encontram-se alinhados com os edifícios vizinhos, ou simplesmente alinhados seguindo os limites do quarteirão. O acesso ao volume faz-se por dois pólos opostos, para criar maior acessibilidade ao mesmo, para isso num deles irei ter que fazer uma passagem aérea sobre a Rua de Entre Campos.
Decidi não abranger o parque de estacionamento no volume principal, pois acho que este tipo de estruturas não se coaduna com os restantes equipamentos, em termos de ruído e de cariz visual pouco agradável.

















Simbolismo















Implantação








Corte








Corte

3D
3D
3D













3D














3D














3D